sexta-feira, 14 de maio de 2010

A fisioterapia no pós-operatório de ruptura do ligamento cruzado anterior



Postado por: Antônio Agusto, Eugênio Gomes, Karine, Leandro Cézar, Matheus Mardenn , Lucas Stortini









O joelho tem sua forma anatômica com pouca estabilidade, mas ao mesmo tempo apresenta grande flexibilidade proporcionada pelos músculos e ligamentos presentes. O ligamento cruzado anterior (LCA) funciona como estabilizador nos movimentos de rotação e translação do joelho, sendo sua principal função prevenir a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur (BRITO ET AL., 2009 apud NORONHA, 2006 e COHEN e ABDALLA, 2003).

Dentre as lesões relacionadas ao joelho a lesão de LCA é a mais freqüente, sendo 50% dos casos. Na maioria dos casos acomete jovens do sexo masculino, na segunda ou terceira década de vida e que praticam algum tipo de esporte.

A lesão do LCA gera anormalidades neurofisiológicas, como a perda do senso de posicionamento articular, pela lesão dos proprioceptores do ligamento. Também irá apresentar limitações mecânicas, como dificuldade em movimentos que produzem cargas laterais ou rotacionais do joelho, além de redução de amplitude nos movimentos de flexão e extensão durante a marcha.

Na maioria dos casos em que ocorre LCA é recomendada intervenção cirúrgica, pois compromete significativamente o desempenho em atividades físicas e eventualmente nas atividades de vida diária. Ocorre também uma instabilidade crônica do joelho que leva a alterações degenerativas precoces da articulação e lesões recorrentes dos meniscos e nas cartilagens.

A cirurgia é feita através da artroscopia, devido à baixa agressividade dessa técnica, possibilitando a intervenção do terapeuta logo após a cirurgia.
Por existir varias técnicas de tratamento, é importante saber qual delas é mais efetiva, levando em consideração o momento em que se encontra o paciente.

Após a cirurgia é comum a utilização do protocolo de PRICE para diminuir o quadro álgico, edema e outros sinais flogísticos.

A utilização de cinesioterapia é muito importante e é amplamente utilizado na reabilitação, pois abrange o sistema neuromusculoesquelético e circulatório por meio do movimento ou exercício que pode ser passivo ou ativo. Os exercícios de cadeia cinética fechada são mais seguros e efetivos, oferecendo vantagens importantes quando comparados aos exercícios de cadeia cinética aberta.

A hidrocinesioterapia é um dos recursos mais antigos, sendo definido como o uso externo da água com o propósito terapêutico. Os exercícios aquáticos trazem alivio da dor, sensação de bem-estar, melhora física e mental e principalmente leva a preservação da integridade física.
Comparados a cinesioterapia e a hidrocinesioterapia, os estudos mostram que a única diferença é o ganho de flexão de joelho na cinesioterapia.

Dadas as grandes variedades de técnicas que podem ser usadas no pós-operatório de ruptura do LCA, é importante ressaltar que se deve respeitar as fases do processo inflamatório, no tratamento solo ou aquático, sabendo o momento correto de intervir com determinada técnica ou não. Além de considerar a individualidade de cada paciente.

Artigos:

http://www.fibbauru.br/files/TRATAMENTO%20FISIOTERAP%C3%8AUTICO%20P%C3%93S-%20RECONSTRU%C3%87%C3%83O%20DO%20LIGAMENTO.pdf

http://www.universitas.edu.br/revista/artigos/aprovados/biologica/2009/21-08-2009__11-28-59__.pdf

http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/929/92970207.pdf

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