domingo, 15 de novembro de 2009

Religião, saúde e cura: um estudo entre neopentecostais

Postado por: Anne Gabrielle,Elisa Nogueira,Gabriela Augusta,Maria camila,Marina Martins

Enquanto a ciência avança com novas descobertas tecnológicas e teorias revolucionárias, parte da população se volta para o divino, à procura das soluções ou de respostas para o significado de estar no mundo. Apesar de admitir as causas concretas de algumas doenças, nem sempre se vêem como positivas as práticas da medicina oficial.Em alguns casos as consultas médicas passam a ser quase exclusas, afinal muitos fieis acreditam que Deus quer salvá-lo, e Ele fará isso independente da ação médica.
Existem doenças que de fato são da carne,com caráter físico,mas também existem doenças em que o médico não pode curar,pois são doenças do espírito.A cura dessas doenças também é espiritual ,não podem ser tratadas por remédios.
Os rituais de cura podem ser realizados por um conjunto de crentes em forma de correntes. Assim, o poder do pastor não é a única forma de alcançar a graça. Já sem a presença deste, a cura só ocorre em grupo. Podemos perceber, então, que a fé que o fiel tem no Espírito Santo é inferior diante da hierarquia eclesiástica, sendo o pastor a figura que obtém o dom da cura. O poder de um pastor sozinho equivale ao de 70 homens e mulheres.
Quando o tratamento medicamentoso não faz efeito, ou seja, quando os sintomas não desaparecem, o doente fica inseguro, o que é corroborado pela dificuldade de incorporar o significado dos atos médicos. O desengano médico atua como um estimulador para se recorrer ao sobrenatural. A noção de desengano transmite uma idéia de irreversibilidade, restando apenas a resignação que é oferecida pela religião. O desengano faz o doente buscar a cura milagrosa e, assim, aderir à igreja, uma vez que sua primeira tentativa foi recorrer à medicina oficial.
As igrejas neopentecostais especializaram-se em prover soluções simbólicas para os mais variados problemas. Seu discurso fornece sentido, orienta e ajuda as pessoas a resolverem e contornarem suas aflições cotidianas.
Um dos fatores de diferenciação das práticas de saúde oficiais e religiosas, o caráter inclusivo destas últimas, contrário a uma exclusão social decorrente das outras, mais comum no sistema público. Na medicina oficial, o doente é tratado como um objeto, submetido a técnicas que excluem qualquer manifestação afetiva ou humana, ou como uma doença, muitas vezes, nociva à sociedade. Já nas igrejas, o fiel é acolhido como um “irmão em Deus”, num ambiente onde os sentimentos de compaixão e ajuda predominam, e onde, ao invés de ser excluído de um grupo, o sujeito é amparado num novo grupo.
http://scielo.bvs-psi.org.br/scielo.php?pid=S1414-98932004000300011&script=sci_arttext

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A busca pela cura na religião

Nos últimos tempos, temos assistido a um grande aumento do número de novas religiões e de correntes esotéricas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Esse fato pode ser resultado das demandas crescentes geradas pelas pessoas em seu cotidiano, bem como da busca de sentido para a vida em um mundo tão dinâmico e instável. Enquanto a ciência avança com novas descobertas tecnológicas e teorias revolucionárias, parte da população se volta para o divino, o mágico, à procura de soluções ou de respostas para o significado de estar no mundo.

A religião expressa uma vinculação da pessoa ao divino, e é nesse contexto de possibilidade de contato com o sobrenatural que as pessoas, se dirigem aos templos, principalmente aqueles que prometem, através da intercessão do divino, a resolução dos problemas dos seus seguidores.

Essa busca muitas das vezes está associada diretamente à saúde, por motivos pessoais ou até mesmo após resultados de exames médicos, os quais podem não ser muito agradáveis ou favoráveis para o paciente, restando apenas a busca pela cura no campo espiritual.

Devido à precariedade da saúde pública no país, muitas das pessoas de baixa renda buscam pelos templos para auxiliar na cura de males que não podem ser tratados pelos médicos, seja pela falta de profissionais ou pela falta de hospitais com capacidade de atendimento.

A busca pela cura por meio de ligações religiosas tem caráter de medicina popular, por ser algo sem custo que atrai milhares de fiéis em busca de cura ou apenas manter o seu bem-estar. As curas em alguns casos em que o paciente estava completamente sem esperanças diante da medicina são associadas aos chamados milagres, obtidos pelas pessoas que estavam em busca da cura por meios religiosos.

Conclui-se que, a medicina em conjunto com a religião e a fé pode trazer diversos benefícios aos que acreditam nos meios religiosos para cura de doenças, mantendo o bem-estar sem a necessidade de busca de métodos na medicina convencional.
Marcela Zattar

Fonte de pesquisa: http://scielo.bvs-psi.org.br/scielo.php?pid=S1414-98932004000300011&script=sci_arttext

Exercícios físicos contribuem para a redução da hipertensão

Evidências de um estudo conduzido entre 1966 e 1997 demonstram que pessoas as quais tem hipertensão, podem reduzir os problemas e os riscos de aumento da hipertensão praticando exercícios regulares, para manter baixa a pressão sanguínea.


São recomendados exercícios leves e médios como, por exemplo, caminhadas entre 50 e 60 minutos por dia, de 3 a 4 vezes por semana. Exercícios físicos de intensidade baixa para os membros inferiores aparentam fazer o mesmo efeito de exercícios físicos vigorosos, reduzindo a pressão sanguínea e mantendo a qualidade de vida.


As recomendações de exercícios estão diretamente relacionadas com a redução da morbidade cardiovascular e morte prematura por hipertensão não tratada.


O tratamento para pessoas com hipertensão de nível médio deve ser prescrito em conjunto, com uma terapia que faz uso de medicamentos, principalmente àqueles que recebem beta bloqueadores. Os exercícios físicos recomendados para estas pessoas são caminhadas ou andar de bicicleta por 50 ou 60 minutos, de 3 a 4 vezes por semana. Os exercícios recomendados são para os membros inferiores que reduzem a pressão sanguínea.


Os exercícios físicos devem ser praticados com calçados e equipamentos adequados, para evitar lesões. As lesões são muito mais comuns trotando do que caminhando, andando de bicicleta ou nadando.


Concluindo, podemos dizer que exercícios leves e/ou médios para os membros inferiores reduzem ou amenizam os efeitos da hipertensão, baixando a pressão sanguínea, garantindo uma qualidade de vida e evitando morte prematura.


Marcela Zattar


Fonte de Pesquisa: http://www.pedro.fhs.usyd.edu.au/

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A importância da integração da espiritualidade e da religiosidade no manejo da dor e dos cuidados paliativos

O artigo publicado na Revista de Psiquiatria Clínica no ano de 2007 é uma revisão da literatura que estudou a importância da religiosidade no manejo da dor e dos cuidados paliativos.

Dor é um dos sintomas físicos mais freqüentemente relatados por pacientes, causando importante redução na qualidade de vida do indivíduo.

A atenção ao aspecto da espiritualidade se torna cada vez mais necessária na prática de assistência à saúde. Cada vez mais a ciência se curva diante da grandeza e da importância da espiritualidade na dimensão do ser humano. Ser humano é buscar significado em tudo que está em nós e em nossa volta, pois somos seres inacabados por natureza e estamos sempre em busca de nos completar. A transcendência de nossa existência torna-se a essência de nossa vida à medida que esta se aproxima do seu fim. Em cuidados paliativos, perguntamos ao paciente o que ele considera importante realizar nesse momento de sua vida e trabalhamos com o controle dos sintomas. Buscamos conferir ao paciente todas as condições necessárias para as suas realizações nesse momento singular. E a dimensão da espiritualidade torna-se realmente de grande importância. O cuidado paliativo é a modalidade de assistência que abrange as dimensões do ser humano além das dimensões física e emocional como prioridades dos cuidados oferecidos, reconhecendo a espiritualidade como fonte de grande bem-estar e de qualidade de vida ao se aproximar a morte. Acolher esse movimento de transcendência neste momento da existência humana é um dos alicerces dos cuidados paliativos. Transcender é buscar significado, e a espiritualidade é o caminho.

Algumas pesquisas mostram o efeito de aspectos religiosos e espirituais no tratamento de condições dolorosas. Em um estudo comparando o efeito de diferentes formas de meditação em relação à ansiedade, ao humor e à dor, demonstrou-se que o grupo que realizou meditação com envolvimento espiritual obteve menores níveis de ansiedade, melhor humor e duas vezes mais tolerância à dor. Estudaram-se também 122 pacientes com dores musculoesqueléticas e observou-se que pacientes sentiram-se mais abandonados por Deus e tiveram menos desejo de diminuir a dor no mundo. Práticas religiosas privadas foram inversamente relacionadas às variáveis físicas, mostrando que os pacientes em pior estado tinham maior probabilidade em se engajar às práticas, como um meio de enfrentamento da sua baixa qualidade de vida.

Um dos primeiros estudos em pacientes com dor por crises de falcização na anemia falciforme mostrou que os pacientes com níveis mais altos de religiosidade apresentaram um senso de controle maior da dor, mas não de sua intensidade.

É interessante perceber que em meio a era de grandes avanços tecnológicos emerge uma crescente necessidade de busca espiritual. Então, começa a surgir um desafio aos profissionais de saúde para responder às questões sobre o equilíbrio entre saúde e espiritualidade.

O uso indiscriminado da tecnologia, mesmo que repleto de boas intenções pode resultar abandono não intencional de outras necessidades muito importantes, como conforto e controle da dor, e outros sintomas, como comunicação, espiritualidade e outros valores significativos.

É preciso compreender que, antes de o paciente em fase final de vida se ajustar às suas necessidades espirituais, ele precisa ter seus desconfortos físicos bem aliviados e controlados. Uma pessoa com dor intensa jamais terá condições de refletir sobre o significado de sua existência, pois o sofrimento físico não aliviado é um fator de ameaça constante à sensação de plenitude desejada pelos pacientes que estão morrendo. Experimentar um processo de morte serena é, antes de tudo, ter a oportunidade de viver em plenitude seu último momento. Proporcionar o alcance dessa plenitude é o objetivo primordial dos cuidados paliativos.


Link.para.o.artigo:.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832007000700011&lng=eneseseses&nrm=iso&tlng=eneseseses

Link para o Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=VwqQcdfJt2E



Acampamento educacional para crianças asmáticas





Postado por: Bárbara Beiriz, Lílian, Michelle, Natália e Thalita

Como é difícil um programa educacional para asmáticos, principalmente para crianças, já que o sucesso de tais programas depende de vários elementos, como o compareci¬mento às reuniões, a transferência de informações e a inclusão de informações sobre a rotina de atendimento, o ambiente de acampamento ou os cursos de férias proporcionam às crianças asmáticas um acesso alternativo e criam oportunidades para que elas ampliem suas habilidades de aprendizagem.
Aproximadamente 125 acampamentos para asmá¬ticos foram criados nos estados unidos. A maioria deles é recreativa e não inclui nenhum componente educacional formal, mas, sim, serve para propor¬cionar uma experiência de acampamento agradável. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o impacto que um programa estruturado de acampamento educacional de curto prazo para crianças asmáticas.

Trata-se de um estudo observacional que foi feito com trinta e seis crianças asmáticas com idade entre 8 e 10 anos que participaram de um programa de acampamento educacional de cinco dias. Diariamente, as crianças recebiam 20 minutos de educação interativa, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por dois médicos, duas enfermeiras, uma psicóloga e um fisioterapeuta do Departamento de Alergia e Imunologia do Hospital Dona Estefânia. O curso de férias incluía atividades educacionais, atléticas e sociais.

Pôde-se concluir que 25% das crianças apresentaram melhora do nível de conhecimento específico sobre a asma. O programa pôde ajuda as crianças asmáticas no conhecimento sobre questões específicas, encorajar a participação em atividades físicas e melhorar a habilidade no manejo da asma.

Artigo completo: http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v34n4/v34n4a02.pdf

ANÁLISE DE RELATOS VERBAIS DE UM GRUPO DE RELIGIOSAS SOBRE SUA PARTICIPAÇÃO EM SESSÕES FISIOTERÁPICAS



Postado por: Bárbara Beiriz, Lílian, Michelle, Natália e Thalita

Este trabalho enquadra-se no interesse amplo de explorar possibilidades de utilização do relato verbal como fonte de dados, para descrever como pessoas constroem percepções sobre o próprio corpo, demonstrando que o mesmo pode ser feito durante a realização de trabalho de fisioterapia.
No presente trabalho, os relatos das religiosas ocorreram enquanto elas interagiam verbalmente com a fisioterapeuta, e versaram sobre o que sentiam, pensavam e esperavam com relação às sessões de fisioterapia. O conteúdo de seus relatos, como veremos, se modificou de sessão para sessão, na medida em que interagiam com a fisioterapeuta.
Para algumas das participantes, há íntima relação entre aspectos comumente chamados de corporais e aqueles chamados de mentais e os referentes a relações com outras pessoas. Rejeitando até a dissociação corpo-mente.
Notou-se ainda que os conteúdos dos relatos referentes a percepções corporais antes de iniciar o trabalho de fisioterapia indicaram alguma percepção quanto à adequação ou não a um padrão desejado, o que provavelmente norteou a fisioterapeuta nas primeiras direções a serem tomadas nos exercícios das sessões subseqüentes. A partir da segunda sessão, as decisões da fisioterapeuta sobre exercícios e orientações foram provavelmente norteadas.
Nos relatos grande parte das participantes avaliou de forma positiva o trabalho realizado. Também relataram a dificuldades e a aspectos que consideraram positivos, ao realizarem os exercícios em casa. Estes relatos tiveram importância para as reorientações das ações da fisioterapeuta, uma vez que um de seus objetivos era ensinar os exercícios nas sessões para que os mesmos fossem posteriormente realizados em casa.
Este trabalho apresenta algumas considerações importantes; enquanto muitos têm preocupação exclusiva com o corpo físico, alguns têm a preocupação de manter o corpo e a mente saudáveis, procurando integrá-los. As religiosas parecem estar neste segundo grupo.
Hoje muitas religiosas, além do trabalho de pastoral, encaram o trabalho como forma de sobrevivência, tendo de se adaptar-se ao mundo atual. É possível, pois, que atualmente alguns grupos de religiosas tenham deixado de privilegiar quase que exclusivamente o espiritual, para integrar a relação físico/psíquico às suas preocupações, passando a buscar uma harmonização entre essas instâncias, por assim dizer. Tanto os relatos das participantes deste trabalho, como o próprio fato de se engajarem nas atividades fisioterápicas, aponta nessa direção.

http://www.fm.usp.br/fofito/fisio/pessoal/amelia/artigos/relatosverbais.pdf

HUMANIZAÇÃO NA SAÚDE.


Postado por: Nathalia Alvim, Bianca Camini e Stephanie Taveira.



Em razão do acelerado processo de desenvolvimento tecnológico em medicina, a singularidade do paciente, emoções, crenças e valores, ficou em segundo plano; sua doença passou a ser objeto do saber reconhecido cientificamente. O ato médico, portanto, se desumanizou. No mesmo processo, ocorreram transformações na formação médica, cada vez mais especializada, e nas condições de trabalho, restringindo a disponibilidade do médico tanto para o contato com o paciente quanto para a busca de formação mais abrangente. As atuais condições do exercício d medicina não têm contribuído para a melhoria do relacionamento entre médicos e pacientes e para o atendimento humanizado e de boa qualidade. Esse quadro estende-se tanto a outros profissionais da área como as instituições de saúde.
Merece a reflexão a atual referência e as ações humanizadoras no tecido institucional em que as ações de saúde e as próprias ações humanizadoras se veiculam. A teia interacional, ou seja, o conjunto das relações que se estabelecem nas instituições –profissional- paciente , recepção-paciente, profissional-equipe, profissional-instituição e outras –está se humanizando?
Há instituições que se dizem humanizadas, mas, em alguns desses casos, humanização equivale a melhorias na estrutura física dos prédios. Sem dúvida, são medidas relevantes numa instituição. No entanto, podem ser fatores meramente pontuais se não estiverem inseridos em um processo amplo de humanização das relações institucionais.
Para uma avaliação da complexidade da tarefa assistencial, em especial a realizada em instituições, deve-se levar em conta que:
- O paciente está inserido em um contexto pessoal, familiar e social complexo;
- A assistência deve efetuar uma leitura das necessidades pessoais e sociais do paciente;
- Na instituição, atuam as necessidades de quem assiste e de quem é assistido.
As reflexões sobre a tarefa assistencial conduzem também ao campo ético. A questão ética surge quando alguém se preocupa com as conseqüências que sua conduta tem sobre o outro. Para que haja ética, é preciso ver o outro. E, se para a assistência humanizada também é preciso perceber o outro, concluiu-se que a assistência humanizada e ética caminham juntas.
Há considerável alívio e melhoria das condições do trabalho assistencial quando o médico pode conhecer, por outro lado, os motivos do comportamento do paciente e, por outro, tanto os efeitos que esse comportamento lhe provoca, angústia, raiva, impotência, quanto as defesas que desencadeia, por exemplo, comportamentos evitativos, consultas rápidas. Muitos problemas dos usuários podem ser resolvidos ou atenuados quando se sentem compreendidos e respeitados pelos médicos; a falta de acolhimento e de continência a seus aspectos emocionais pode conduzir ao abandono ou a rejeição ao tratamento. Nesses casos, poderão buscar caminhos sociais alternativos, que ofereçam maior receptividade e compreensão. Diversos estudos mostram que a relação médico-paciente é considerada relevante ao processo de adesão ao tratamento.
É fundamental que o médico incorpore o aprendizado e o aprimoramento dos aspectos interpessoais da tarefa assistencial, tomando conhecimento dos fenômenos psicológicos. Isso não quer dizer que tenha que se transformar em psiquiatria, psicólogo ou psicoterapeuta, mas que além do suporto técnico, utilize e devolva a sensibilidade para conhecer a realidade do paciente.
A humanização é um processo amplo, demorado e complexo, ao qual se oferecem resistências, pois envolve mudanças de comportamento, que sempre despertam insegurança. Os novos padrões, conhecidos, parecem mais seguros, não estão prontos nem decretos nem em livros. Não possui características generalizadas, pois cada profissional terá seu processo singular de humanização. Se não for singular, não será humanização.


Referência bibliográfica: http://www.portalhumaniza.org.br/ph/texto.asp?id=57

OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO EM PACIENTES COM DEPRESSÃO

Postado por: Elaine F. Baeça; Estefânia E. V. Magalhães; Graziele S. Tavares; Mariana M. Barsano; Mayara R. dos Santos.

Considerada um problema de saúde pública no mundo, a depressão que atinge números exorbitantes em relação a sua mortalidade. Determinadas atitudes são observadas e em conjunto a alguns fatores, nos levam a crer que um idoso está possivelmente com depressão como, perda de peso, um grande sentimento de culpa, idealização do suicídio, hipocondria, dores pelo corpo. Pesquisas mostram que o tratamento farmacológico da depressão atinge números não satisfatórios quando usados como única forma de tratamento da depressão com idosos e demais indivíduos.
Com o exercício da atividade física o idoso aumenta sua rede relacionamentos e com isso vai se sentir menos só, o que é muito comum nessa faixa etária. A prevenção da depressão é um conjunto de práticas adotadas no dia-a-dia. Pesquisas mostram que os idosos sedentários têm maior propensão a ter depressão, em relação aos idosos que são ativos. Um forte fator negativo, no caso de idosos menos ativos, é incapacidade funcional que limita suas atividades da vida diária e exercícios físicos mesmo em pequenas escalas.
A atividade física vem sendo analisada como uma eficaz forma de tratamento da depressão em idosos. “Atividade física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resulta em gasto energético maior do que nos níveis de repouso. Já o exercício é uma atividade física planejada, estruturada e repetitiva, que tem como objetivo final ou intermediário aumentar ou manter a saúde/aptidão física.”
Com liberação de determinados hormônios, como a epinefrina, após meses de exercício físico e com alterações do sistema imunológico, a diminuição da depressão é um fator resultante concreto.

Referência http://www.scielo.br/pdf/rprs/v29n1/v29n1a14.pdf
http://www.youtube.com/watch?v=qnsjPDZLoX8 Medicamentos e a sua dificuldade no tratamento da depressão em idosos.
http://www.youtube.com/watch?v=zr6KhAPLopw – Exercício físico no tratamento de depressão.

PREVENÇÃO FISIOERAPÊUTICA EM MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Postado por: Elaine F. Baeça; Estefânia E. V. Magalhães; Graziele S. Tavares; Mariana M. Barsano; Mayara R. dos Santos.

Entre os diversos tipos de incontinência urinária, a mais encontrada é a incontinência urinária de esforço, que é definida como perda involuntária de urina por meio do canal uretral quando a pressão vesical ultrapassa a pressão uretral máxima, na ausência de contração do músculo detrusor. Idade avançada, cirurgias prévias, multiparidade, infecções do trato urinário, fragilidade da musculatura do assoalho pélvico e atrofia tecidual são fatores que levam à disfunção da musculatura do assoalho pélvico, que pode ser uma hiper-mobilidade uretral ou deficiência intrínseca do esfíncter (músculos). Esta disfunção impossibilita o mecanismo de continência urinária, levando à perda de urina durante a tosse, espirro, exercícios físicos e até variação de posição. Por isso, diversas técnicas que visam o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico têm sido desenvolvidas e utilizadas como método preventivo (Ginástica Hipopressiva) e adjuvante à cirurgia. Além do fortalecimento do assoalho pélvico geralmente realizado por meio de cinesioterapia, biofeedback e tratamento comportamental, deve-se empregar também a conscientização corporal e a reeducação postural para tratar a incontinência urinária de esforço.






Artigo: http://www.unorp.br/revista/saudeIII/3.pdf
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=JZmoL-bOwLM

A EFICÁCIA DA CINESIOTERAPIA LABORAL NA PREVENÇÃO DE DORT/LER NA EMPRESA COOPERATIVA DE CONSUMO DOS BANCÁRIOS DE ARAÇATUBA/LTDA.


Postado por: Nathalia Alvim, Bianca Camini e Stephenie Taveira.


Nas últimas décadas têm-se observado um grande aumento no número de DORT/LER, doenças ocupacionais como conseqüência do uso excessivo e inadequado do segmento corporal e da extensa carga horária dos trabalhadores. DORT/LER são termos utilizados, para a definição dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho e Lesões por Esforços Repetitivos. Para a prevenção dessas doenças a fisioterapia, tem utilizado como recurso a Cinesioterapia conforme Kisner a definiu; como a terapia através do movimento especificamente a modalidade do alongamento ou auto-alongamento. O alongamento de baixa intensidade combinado com longa duração, resulta em ótimas taxas de melhora na amplitude de movimento – ADM.
As DORT/LER são termos utilizados para a definição dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho e Lesões por Esforços Repetitivos, que podem apresentar sintomas como fadiga muscular, parestesia, perda da força muscular e sensação de peso, de aparecimento insidioso, geralmente acometem com mais freqüência os membros superiores e a coluna cervical e lombar [3]. Durante a revolução industrial, ocorreram grandes mudanças trabalhistas como às más condições de trabalho, divisão de trabalho e aumento da carga horária de trabalho. O importante naquela época era o aumento da produtividade sem existir a preocupação com a saúde dos trabalhadores e nem com o ambiente de trabalho. E desde então começaram a surgir as DORT e LER. Atualmente a alta incidência das doenças osteomusculares, está associada com a tecnologia e informatização, forçando os trabalhadores a permanecerem em um trabalho estático e repetitivo durante várias horas ao dia; gerando assim a fadiga muscular e grande desconforto físico e mental Fadiga muscular é como um estado de diminuição reversível da capacidade de um órgão, de um sistema, ou de todo o organismo provocado por uma sobrecarga na utilização daquele órgão, sistema, ou organismo. Sendo assim as DORT/LER vêem apresentando um crescimento progressivo significante nas estatísticas entre trabalhadores que permanecem por longo período na posição sentada e/ ou em pé [2,4]. Para a prevenção dessas doenças, a fisioterapia tem utilizado como recurso a Cinesioterapia conforme Kisner a definiu; como a terapia através do movimento especificamente a modalidade do alongamento ou autoalongamento, porém na ergonomia o termo usado é Cinesioterapia Laboral, definida como exercício fisioterápico na empresa
Alongamento é um termo utilizado, para descrever qualquer manobra fisioterapêutica elaborada para aumentar a mobilidade dos tecidos moles e subsequentemente melhorar a ADM (amplitude de movimento), por meio do alongamento (aumento do comprimento) de estruturas que tiverem encurtamento
adaptativo e tornaram-se hipomóveis com o tempo. O alongamento de baixa intensidade combinado, com o alongamento suave de longa duração resulta em ótimas taxas de melhora na ADM, sem expor os tecidos possivelmente enfraquecidos [1,6]. Portanto através do auto-alongamento, é possível adquirir benefícios como redução de tensões musculares e sensação de um corpo mais relaxado; prevenção de lesões como distensões musculares (pois um músculo alongado resiste melhor á tensões do que um músculo forte não alongado); facilita
atividades de desgastes tais como movimentos bloqueados, por tensões emocionais de modo que isso ocorra de forma espontânea.
Este estudo foi realizado com vinte e quatro trabalhadores, entre operadoras de caixa e funcionários do setor administrativo da Cooperativa de Consumo dos Bancários de Araçatuba/Ltda. Para isso foi aplicado o questionário inicial, que verificou (idade, função, sexo, se é tabagista, se pratica alguma atividade física, se possui alguma doença, se faz uso de algum medicamento, há quanto tempo trabalha no mesmo setor, se possui algum intervalo além do horário de almoço, intensidade da dor, forma da dor se é em forma de agulhada, opressiva, formigamento ou latejante; quando a dor é mais intensa; se toma algum medicamento para aliviar a dor caso ela exista).
Após a avaliação deste questionário, os funcionários receberam na primeira semana demonstrações, e orientações de como deveriam realizar os autoalongamentos. Realizaram os auto-alongamentos no período de quatro semanas, uma vez por dia e três vezes na semana, onde foram focalizados os grupos músculos dos membros superiores: Esternocleidomastóideo, Escalenos, Serrátil anterior, Bíceps braquial, Tríceps braquial, Deltóide médio e posterior, Extensores e Flexores dos punhos. Músculos da coluna: Trapézio e Quadrado lombar. Músculos dos membros inferiores: Quadríceps, Isquiotibias, Abdutores e Adutores de quadril, e Gastrocnêmio. O segundo questionário foi aplicado após duas semanas, onde foi abordado se houve a realização do auto-alongamento, se algum funcionário se sentiu mal realizando o auto-alongamento, se os locais de dor aumentaram ou diminuíram, se a intensidade da dor aumentou ou diminuiu. Na quarta semana, foi aplicado o terceiro questionário; onde foram abordadas as mesmas perguntas; ou seja, os questionários foram aplicados para verificar os resultados, se houve adesão dos funcionários para a realização dos autoalongamentos, se a dor diminuiu e se houve benefício que levam a prevenção de DORT/LER.

Resultados

Foram avaliados vinte e quatro funcionários do setor administrativo e operadores de caixa, com faixa etária de dezenove á cinqüenta e seis anos, todos os funcionários têm carga horária de 8horas/dia. Para análise dos dados foram utilizadas estatísticas em forma de Análise Percentual (0% - 100%). Ao passar o questionário, foram encontrados cinqüenta e seis pontos de dores nos vinte e quatro funcionários, onde 18% dos funcionários sentem dores nos ombros, 3% sentem dores nos braços, 18% sentem dores nos punhos, 9% sentem dores nas mãos, 3% sentem dores na coluna cervical, 11% sentem dores na coluna torácica, 22% sentem dores na coluna lombar e 16% sentem dores nos membros inferiores. E através destes resultados obtidos, foram elaborados alongamentos para a coluna e membros superiores; alongamentos para a coluna e membros inferiores. Após duas semanas de cinesioterapia laboral (auto-alongamento) o questionário foi aplicado com o objetivo de verificar se houve melhora nas queixas colhidas no questionário. O questionário foi respondido por apenas dezoito funcionários, onde foi relatado quarenta e um pontos de dores, e foi analisado que 19% sentem dores nos ombros, 10% sentem dores nos braços, 15% sentem dores nos punhos, 10% sentem dores nas mãos, 12% sentem dores na coluna cervical, 7% sentem dores na coluna torácica, 17% sentem dores na coluna lombar e 10% sentem dores nos membros inferiores, Mediante destes resultados, deve-se levar em consideração a freqüência desses funcionários, que realizaram a cinesioterapia laboral (auto-alongamento); e 38 % dos funcionários tiveram uma freqüência ruim (até 17% de freqüência), 41% dos funcionários tiveram uma freqüência regular (até 75% de freqüência) e 21% tiveram uma freqüência boa (até 100% de freqüência).

Referência bibliográfica:
http://www.salesiano-ata.br/faculdades/noticias/592/FISIO/TCC_2007.pdf

Tratamento Fisioterapêutico na Doença de Parkinson, no paciente com inclinação e rotação da coluna cervical.



Postado por: Nathalia Alvim, Bianca Camini e Stephanie Taveira.

Doença de Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos do individuo. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, e alterações na fala e na escrita. Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano.
É importante que, inicialmente, seja realizada uma criteriosa avaliação do paciente, para que se determine o real nível de comprometimento, uma vez que, por esta ser uma patologia degenerativa e progressiva, o tratamento fisioterapêutico adequado é de suma importância para minimizar e retardar a evolução da patologia, proporcionando a este paciente uma maior qualidade de vida e funcionabilidade.
Com esse trabalho irei demonstrar a evolução do tratamento fisioterápico, na retração da musculatura da coluna cervical à esquerda, levando a paciente ter inclinação da cervical e rotação discreta de cabeça, diminuindo a dissociação de cinturas da paciente. Tendo evolução no tratamento.
A Doença de Parkinson (DP) foi descrita pela primeira vez por James Parkinson, em 1817; sua patologia foi definida cerca de cem anos depois, e o tratamento sofreu uma revolução nos anos 60, com a introdução do fármaco levodopa (J, D & Austen, R, B, G, 2000).
De acordo com DeLisa, 2002, o parkinsonismo pode ser dividido em três categorias: primário ou idiopático, secundário ou sintomático (processos patológicos que afetam os núcleos da base) e Parkinson plus (sinais de parkinsonismo juntamente com outros déficits neurológicos).:
O diagnóstico é baseado na observação clínica, mas pode ser difícil nos estágios iniciais devido a outras condições que podem mascarar-se como DP (DeLisa, 2002).
A ressonância magnética pode apresentar sinais anormais de hipodensidade no estriado. A tomografia de emissão positrônica é um bom indicador do sistema dopaminérgico nigroestriatal. Ela provê uma oportunidade única para investigar as alterações no fluxo sanguíneo, metabolismo energético e sistema neurotransmissor in vivo em humanos. Além disso, ela auxilia na compreensão da fisiopatologia da DP e pode melhorar a precisão diagnóstica de várias formas de parkinsonismo (DeLisa, 2002).
Os sintomas comuns são lentidão na marcha, distúrbio do equilíbrio, com quedas ocasionais ou dificuldades nos movimentos finos de manipulação, como verstir-se ou barbear-se. Podem estar incluídos dificuldades com movimentos específicos como escrever, virar na cama ou levantar-se de uma cadeira baixa e incapacidade de elevar a voz ou de ter tosse produtiva (Jones, D & Austen, R, B, G, 2000).
Os sinais clínicos da Doença de Parkinson são constituídos, principalmente, pela tríade: tremor, rigidez e bradicinesia. Os sinais e sintomas da Doença de Parkinson são de início insidioso e assimétrico, podendo qualquer um de suas manifestações aparecer isoladamente ou em associação, podendo variar de paciente para paciente.
Embora a terapia farmacológica seja base do tratamento, a fisioterapia também é muito importante. Ela envolve os pacientes em seu próprio atendimento, promove o exercício, mantém ativos os músculos e preserva a mobilidade. Esta abordagem é particularmente benéfica quando o parkinsonismo avança, porque muitos pacientes tendem a permanecer sentados e inativos (Rowland, 1997).
O tratamento consiste em treinamento das atividades mais difíceis de serem excutadas por cada pessoa, também é trabalhado a manutenção ou melhora das condições musculares, através de exercícios de alongamento e fortalecimentos globais, além de exercícios posturais e de equilíbrio, todos eles associados a movimentos respiratórios, oferecendo ao paciente condições ideais ou próximas disso, para que possa realizar atividades mais facilmente. Em relação aos objetivos fisioterapêuticos, de maneira geral, é importante manter ou melhorar a amplitude de movimento em todas as articulações; retardar o surgimento de contraturas e deformidades; retardar a atrofia por desuso e a fraqueza muscular; promover e incrementar o funcionamento motor e a mobilidade; incrementar o padrão da marcha; melhorar as condições respiratórias, a expansibilidade pulmonar e a mobilidade torácica; manter ou aumentar a independência funcional nas atividades de vida diária; melhorar a auto-estima (Thomson; Skinner; Piercy, 2000).
Conforme O’ Sullivan e Schmitz, 1993, as metas a longo prazo de um programa de fisioterapia são as seguintes:
- Retardar ou minimizar a progressão e efeitos dos sintomas da doença;
- Impedir o desenvolvimento de complicações e deformidades secundárias;
- Manter ao máximo as capacidades funcionais do paciente.
Com este trabalho foi concluído que as técnicas de polpagem, tração e alongamento tem grandes resultados na retração da musculatura da coluna cervical, dando melhor conforto e equilíbrio para a paciente.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O papel do exercício físico e da Fisioterapia aquática na pressão arterial em idosos

(Postado por: Carla Luiza, Fernanda Alves, Jéssica Carolina, Priscila de Carvalho, Verônica Cristina, Verônica Felipe)
O envelhecimento pode ser compreendido como um conjunto de alterações estruturais e funcionais do organismo que se acumulam de forma progressiva. Geralmente, após os 75 anos os índices de incapacidade aumentam rapidamente, reduzindo a capacidade da população da terceira idade para a vida independente e aumentando a sua necessidade em relação à prestação de serviços formais. Sabe-se que o envelhecimento está associado ao aumento da pressão arterial. Paralelamente a esse processo ocorre aumento da inatividade física, entre os idosos, como demonstrado no último levantamento do Ministério da Saúde, fator de risco que contribui para o aumento da incidência de doenças crônicas, entre estas a hipertensão arterial.

As pessoas sedentárias apresentam maior probabilidade de desenvolver hipertensão quando comparadas a pessoas fisicamente ativas, fato comprovado também em idosos. O sedentarismo constitui o fator de risco mais prevalente em idosos com doença cardiovascular estabelecida. A atividade física aumenta a densidade óssea, o que constitui um benefício importante em Hipertensão. Para o idoso, a atividade física é capaz de proporcionar efeitos orgânicos benéficos, incluindo o bem estar geral, a preservação da independência, a prevenção e tratamento de doenças, o controle de situações especiais (estresse, obesidade) e a diminuição de dores crônicas.

O meio líquido é um ambiente bem diferenciado e bastante apropriado para a prática de exercícios por pessoas idosas. A fisioterapia aquática apresenta algumas vantagens para os idosos, como uma maior independência funcional, manter e melhorar amplitude de movimento e força muscular, diminuir a dor e o espasmo muscular, além de promover melhora na socialização, autoconfiança e qualidade de vida. A fisioterapia aquática em grupo para idosos pode ser utilizada como modalidade terapêutica de intervenção nas alterações da pressão arterial.

A prevenção primária ou secundária desse fator de risco no paciente idoso deve ser iniciada o mais precocemente possível, com orientação sobre a necessidade de atividade física adequada à idade, a importância da alimentação saudável, a eficácia do abandono do tabagismo e a necessidade de um melhor manuseio do estresse. Em razão de sua complexidade, essas mudanças devem ser complementadas pela atuação de uma equipe multidisciplinar, entre os quais se incluem nutricionistas, fisioterapeutas, profissionais de reabilitação cardiovascular, psicólogos e enfermeiros.
Portanto, os indivíduos que aderem a um programa de exercícios físicos apresentam inúmeras mudanças hemodinâmicas, metabólicas, ventilatórias, cardiovasculares e psicológicas que estão associadas ao melhor controle dos fatores de risco cardiovasculares e a melhora da qualidade de vida.



OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA AOS ADOLESCENTES

(Postado por: Carla Luiza, Fernanda Alves, Jéssica Carolina, Priscila de Carvalho, Verônica Cristina, Verônica Felipe)


Nas últimas décadas tem-se destacado a importância da aquisição e da manutenção de hábitos saudáveis visando a melhoria da qualidade de vida da população. Referenciais direcionados à adoção de um estilo de vida mais saudável, a partir de uma prática de atividade física, têm sido advogados na prevenção de doenças crônico-degenerativas que afligem a população em geral, inclusive cardiopatias coronarianas, artrites, diabetes, câncer, osteoporose, doenças pulmonares crônicas, acidente vascular cerebral e obesidade.
Muitos estudos sugerem que a obesidade infantil está mais associada à inatividade física do que à superalimentação. O sedentarismo é atualmente um dos grandes problemas da modernidade e também atingem diretamente o adolescente.

Sabe-se que, na maioria das escolas, os adolescentes não recebem informações suficientes sobre a correlação entre aptidão física e saúde. Adolescentes fisicamente ativos e em boa forma física possuem benefícios quanto à eficiência e quanto à qualidade do sono, enquanto adolescentes inativos queixam-se de sono ruim, de baixa eficiência e conseqüentemente sentem-se mais estressados. O exercício físico provoca o aquecimento corporal, diminui a latência do sono, ou seja, facilita o início do sono. Em indivíduos sedentários a prática de exercícios físicos no início da noite pode acarretar insônia, o que não acontece com indivíduos treinados.

O exercício físico exerce um efeito sobre os transtornos de humor.
Os exercícios predominantemente aeróbios (corridas, caminhadas, natação, ciclismo, entre outros) são os mais indicados para a promoção e manutenção da saúde. Acrescenta, também, a necessidade de um trabalho profilático desde a infância, alertando para os riscos de uma
vida futura marcada pelo sedentarismo, bem como, a conscientização dos benefícios imediatos decorrentes das atividades físicas de modo geral.

Mediante o exercício de atividades aeróbias, o sistema nervoso central também é estimulado, liberando maiores quantidades de endorfina que quando mergulhadas na corrente sangüínea agem na musculatura provocando a
sensação de relaxamento e bem-estar. Em virtude destes benefícios a atividade física aeróbia, vem sendo muito citada no tratamento de doenças psico-depressivas, como também no tratamento da obesidade.

Existem critérios a serem seguidos para a prescrição de exercícios, como curvas de maturação funcional, o estado nutricional, a maturação biológica e a prática esportiva.
Em relação ao tipo de atividade, indica-se qualquer das atividades que empreguem grandes grupos musculares, mantendo de forma continuada, rítmica e aeróbia. Por exemplo: caminhadas, corridas, ciclismo, entre outras. Além destas, considera-se também importante e significativo o envolvimento com atividades físicas laborais, domésticas e de lazer.
É pertinente ressaltar a importância da prática do exercício físico de forma orientada, com programas estruturados e acompanhados por profissionais habilitados, para que realmente o objetivo do treinamento seja alcançado, e, conseqüentemente, possam ter um impacto positivo no crescimento e desenvolvimento do adolescente, possibilitando a promoção da socialização, da motricidade, do auto-conhecimento corporal, da melhora da auto-estima e do auxilio na prevenção da obesidade e de outras doenças crônico-degenerativas.

Fonte: http://www.saudecomaventura.com.br/dicasaventureiro/Beneficio1.PDF

Imagem: http://www.meionorte.com/josefortes,9,data,2009-7-21.html

http://www.iasp.br/escoladeesportes/ConteudoMat.aspx?conid=87
Ortopraxia: especialistas mineiros aprendem nova técnica
(postado por Amanda, Dayanna, Karoline, Martha, Priscilla e Roberta)


A fisioterapia é umas das áreas que mais evoluíram no mundo e os franceses continuam sendo grandes mestres no desenvolvimento de técnicas e avaliações. A mais nova, que chega ao Brasil, é a ortopraxia, terapia manual desenvolvida por pesquisadores do Hospital de Toulouse-Ranguel, na França. A especialização, entre outras inovações, permite a avaliação e o tratamento dos pacientes de pé. A intenção é trabalhar a neurofisiologia, mudando no cérebro os registros de postura da pessoa, prevenindo doenças e disfunções decorrentes de desequilíbrios posturais.

O fisioterapeuta francês Jean-Luc Safin, presidente da Associação de Posturologia e Ortopraxia esteve no Brasil para concluir a segunda etapa do curso, que vai formar a primeira turma de profissionais mineiros na especialidade e concedeu uma palestra aos alunos da PUC Minas sobre o assunto.

Safin explica que a ortopraxia vem da idéia da ação que o corpo faz para nos mantermos de pé. Por isso que, antes de iniciar o tratamento, cada paciente passa por uma avaliação detalhada. “Primeiramente, vamos usar a posturologia para avaliar o paciente e só depois tratá-lo com a ortopraxia”, resume.

Para essa análise, a pessoa coloca-se de pé, sobre um aparelho específico, chamado de plataforma de força. Em cima dessa espécie de balança, é possível obter dados relativos à postura, como a distribuição de peso na planta dos pés, centro de gravidade, inclinações etc. Um computador processa os dados e qualifica quais são as alterações normais e as qualificadas como problemáticas. “Nosso corpo é tão sensível que uma noite mal dormida pode alterar a postura”, comenta Safin.

Feito isso, o fisioterapeuta terá uma visão de todo o conjunto para aplicar a ortopraxia. “Sem uma manipulação pesada ou referência biomecânica, como nas terapias tradicionais, vamos proporcionar estímulos neurossensoriais, atuando diretamente no cérebro, que terá que mudar seu registro da postura”, completa o fisioterapeuta. “Na ortopraxia, é o cérebro quem faz o trabalho, sem que o paciente perceba. Ao profissional cabe realizar pequenas pressões de estímulos manuais ao nível da pele, dos tendões, dos músculos e de ligamentos que doem, fazendo o cérebro reagir”, diz Safin.

A novidade de atender os pacientes em pé, com a presença da gravidade, é o que modifica os resultados, de acordo com a fisioterapeuta Ângela Bessa. “Em pé, o cérebro vai corrigir, em tempo real, os desequilíbrios de postura que geram dores e que podem evoluir em patologias mais graves. Em outros tratamentos em que o paciente é manipulado sem a presença da gravidade, isso só ocorreria depois”, afirma a especialista, que organizou o primeiro curso em BH.

Referência: artigo completo
http://www.saudeplena.com.br/saude/noticias/index_html?opcao=08-1611-03

A construção de vigilância e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis no contexto do Sistema Único de Saúde



Postado por: Bárbara, Lílian, Michlle, Natália e Thalita

As DANT são de etiologias multifatoriais e compartilham vários fatores de riscos que podem ser modificados, como: tabagismo, sedentarismo, dieta(alimentação inadequada), obesidade e consumo de álcool. São responsáveis por uma parcela significativa e crescente na carga de doençasno Brasil, sendo aproximadamente dois terços das doenças do Brasil não transmissíveis ou causada por fatores externos. Por causa da mudança do perfil epidemiológico brasileiro, com aumento de DANT, é consequência da urbanização, melhorias no campo da saúde, saneamento básico, mudanças no estilo de vida e da globalização. As DANT não são um "resultado inevitável" da sociedade contemporânea, e sim um mal a ser prevenido, geralmente a baixo custo.
Segundo a OMS, por serem responsáveis pela maioria das moretes, as DANT permanecem negligenciadas, não constando como prioridade para os governos de todo o mundo, portanto também no Brasil. Logo, é preciso ampliar a divulgação e a sensibilização dos gestores do SUS sobre o probelma, para que a vigilância e o controle das DANT seja uma prioridade.
É possível corrigir e adotar novas ações para ajudar a derrubar o mito de que as DANT não possuem prevenção. Para isso é preciso que o SUS priorize e vigilância e prevenção e ter disposição e determinação para conhecer o modo de maniufestação dessa epidemia na população, já que ferramentas epidemiológicas são de extrema necessidade. Porém, ainda falta muito investimentopara melhorar o retrato das mesmas no Brasil.

Artigo completo: http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v15n3/v15n3a06.pdf

Determinantes sócio-culturais e históricos das práticas populares de prevenção e cura de doenças de um grupo cultural




Postado por: Bárbara, Lílian, Michelle, Natália e Thalita

Nos últimos anos estudos tem apontado fatores culturais como influenciadores no sucesso ou insucesso das intervenções profiláticas e terapêuticas na área da saúde, já que para os profissionais da saúde a ação que irá efetuar é determinada por conhecimentos biomédicos, mas para os indivíduos de uma comunidade, é determinada por conceitos biomédicos e por fatores culturais que são característicos na sua forma de pensar e agir frente um problema de saúde.
Porém, o profissional da saúde, por utilizar unicamente seus conhecimentos científicos, estabelece uma relação de superioridade como cliente/paciente, provocando um distanciamento entre ambos e, correrndo risco da insatisfação das ações ou da satisfação puramente profissional, mesmo que tenha prestado um ótimo atendimento.
Portanto, é importante o reconhecimento de cada profissional para implicações de fatores socio-culturais no processo saúde-doença, ampliando o foco para além do biológoco, melhorando a qualidade no cuidado com o outro.
O artigo utilizado relata experiências vivenciadas por mulheres de uma comunidade no processo saúde-doença, com objetivo de compreender os determinantes sócio-culturais e históricos das práticas de prevenção e cura adotadas pelo grupo cultural.
No trabalho foi adotado o conceito de cultura como sendo um conjunto de comportamentos, características adquiridas de geração em geração, mas independe da genética, e sim, de como os ensinamentos são repassados pelas mesmas.
O trabalho foi relizado em uma comunidade isolada da população, com moradores, em sua maioria, católicos. Logo, procuram os profissionais da saúde ou serviços da medicina em útima instância, já que os tratamentos usuais são com uso de plantas e/ou rituais, ou por causa da distância e/ou dificuldade de acesso aos postos de saúde. Na maioria dos casos de doenças, tendo elas causado a morte do doente ou não, é explicada pela vontade de Deus, sendo que a vontade de Deus prevalece. E, a procura de ajuda médica não causa o abandono da terapêutica adotada até então, as práticas da medicina são consideradas complementares. Como não confiam plenamente nas práticas da medicina, esta parece ter como obrigaçào resolver todos os problemas de saúde e doenças que as práticas populares não conseguem solucionar.
Concluindo, o trabalho evidenciou a necessidade de mudanças nos profissionais da saúde, para estabelecer maior aproximação com o cliente/paciente, primando que suas crenças e valores populares sejam respeitados e considerados como fonte de conhecimento mútuo e integração dos valores biomédicos com o popular, rompendo o modelo tradicional do saber. Propõe uma abordagem com o indivíduo em todas as suas dimensões, questionando as “verdades”intituídas, considerando a enorme diversidade cultural do Brasil.

Artigo Completo: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-07072006000100011&script=sci_arttext&tlng=pt

PROJETO “CONSTRUINDO UM FUTURO SAUDÁVEL ATRAVÉS DA PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA DIÁRIA”



Postado por ( Ana Angélica, Ariston Rodrigues, Hugo Vitorede, Josimaria, Luana Pacheco, Renata Cássia)

O sedentarismo pode ser considerado uma epidemia mundial, pois acomete cerca de 70% da população do planeta. É associada a dois milhões de mortes ao ano no mundo, e 75% de mortes nas Américas, por isso é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) o inimigo número um da saúde pública.

É fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como o diabetes mellitus tipo 2, a hipertensão, a hipercolesterolemia, a obesidade, as doenças cardiovasculares, a osteoporose e alguns tipos de câncer.

Com base nestes dados, foi criado um projeto em 2005, na cidade de Lourdes, em São Paulo, denominado “Agita Lourdes”, que consiste em um programa de atividades físicas com finalidade de fortalecer as políticas públicas de saúde na cidade, com investimento na promoção de saúde e prevenção de doenças.

O programa é coordenado por duas fisioterapeutas, e houve a formação de dois grupos em períodos diferentes, abrangendo a população geral, porém, enfatizando pacientes de uma clínica da Secretaria Municipal de Saúde.

Antes de iniciarem as atividades, os participantes submeteram-se à avaliação médica, fisioterápica e anamnese, em que obteve-se informações diversas sobre os pacientes.

Eram realizados alongamentos e exercícios aeróbicos, por 40 minutos, três vezes por semana, podendo ser nos períodos da manhã, tarde ou noite.

Observou-se que o controle das DCNT’s é um processo lento e que necessita de liderança firme e constante. Os resultados foram: 47% dos pacientes com tratamento prolongado tiveram melhora do quadro álgico; houve diminuição no consumo de analgésicos e anti inflamatórios em 30% dos casos; melhor controle de doenças relacionadas à hipertensão, diabetes e dislipidemia; e relato na melhora de qualidade de vida, mais disposição para o trabalho e lazer, melhora na auto estima, perda de peso, etc.

Artigo completo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902009000500009&lang=pt, aceso em 09/11/2009, às 11h00min

Obesidade e atividade física.






Postado por: Giovanna Cristina, Paulo Diniz, Rafaella Caroline, Raphael Prates e Silas Gonçalves


O exercício é considerado uma categoria de atividade física planejada, estruturada e repetitiva. A aptidão física, por sua vez, é uma característica do indivíduo que engloba potência aeróbica, força e flexibilidade. O estudo desses componentes pode auxiliar na identificação de crianças e adolescentes em risco de obesidade.


A criança e o adolescente tendem a ficar obesos quando sedentários, e a própria obesidade poderá fazê-los ainda mais sedentários. A atividade física, mesmo que espontânea, é importante na composição corporal, por aumentar a massa óssea e prevenir a osteoporose e a obesidade.

Hábitos sedentários, como assistir televisão e jogar video game, contribuem para uma diminuição do gasto calórico diário. observaram uma diminuição importante da taxa de metabolismo de repouso enquanto as crianças assistiam a um determinado programa de televisão, sendo ainda menor nas obesas. Então, além do gasto metabólico de atividades diárias, o metabolismo de repouso também pode influenciar a ocorrência de obesidade.

O aumento da atividade física, portanto, é uma meta a ser seguida, acompanhada da diminuição da ingestão alimentar. Com a atividade física, o indivíduo tende a escolher alimentos menos calóricos. Há estudos que relacionam o tempo gasto assistindo televisão e a prevalência de obesidade. A taxa de obesidade em crianças que assistem menos de 1 hora diária é de 10%, enquanto que o hábito de persistir por 3, 4, 5 ou mais horas por dia vendo televisão está associado a uma prevalência de cerca de 25%, 27% e 35%, respectivamente. A televisão ocupa horas vagas em que a criança poderia estar realizando outras atividades. A criança freqüentemente come na frente da televisão, e grande parte das propagandas oferecem alimentos não nutritivos e ricos em calorias. Pesquisadores analisaram o teor das propagandas veiculadas em horários de programas para adolescentes, verificando que a maioria delas (53%) eram de lanches e refrigerantes.


O tratamento da obesidade é difícil porque há variação do metabolismo basal em diferentes pessoas e na mesma pessoa em circunstâncias diferentes. Assim, com a mesma ingestão calórica, uma pessoa pode engordar e outra não. Além disso, a atividade física de obesos é geralmente menor do que a de não-obesos. Difícil é saber se a tendência ao sedentarismo é causa ou conseqüência da obesidade.

Em relação à atividade física, geralmente a criança obesa é pouco hábil no esporte, não se destacando. Para a atividade física sistemática, deve-se realizar uma avaliação clínica criteriosa. No entanto, a ginástica formal, feita em academia, a menos que muito apreciada pelo sujeito, dificilmente é tolerada por um longo período, porque é um processo repetitivo, pouco lúdico e artificial no sentido de que os movimentos realizados não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas. Além disso, existe a dificuldade dos pais e/ou responsáveis de levarem as crianças em atividades sistemáticas, tanto pelo custo como pelo deslocamento. Portanto, deve-se ter idéias criativas para aumentar a atividade física, como descer escadas do edifício onde mora, jogar balão, pular corda, caminhar na quadra, além de ajudar nas lidas domésticas. O fato de mudar de atividade, mesmo que ela ainda seja sedentária, já ocasiona aumento de gasto energético e, especialmente, mudança de comportamento, de não ficar inerte, por horas, numa só atividade sedentária, como se fosse um vício.


A discussão dos aspectos relacionados com obesidade e atividade física, salientou que programas devem estimular a atividade física espontânea, além de avaliar se, no final de um programa de prática desportiva intensa, foi incorporada uma mudança no estilo de vida da criança. A criança deve ser motivada a manter-se ativa, e essa prática deve ser incorporada preferencialmente por toda a família.

Fonte: MELLO, Elza D. de; LUFT, Vivian C. and MEYER, Flavia. Obesidade infantil: como podemos ser eficazes?. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2004, vol.80, n.3, pp. 173-182. ISSN 0021-7557.

Efeitos do exercício físico
na depressão e ansiedade em idosos
(postado por Amanda, Dayanna, Karoline, Martha, Priscilla e Roberta)


Atualmente o Brasil conta com 8% de sua população tendo mais de 60 anos: ainda é um país jovem, mas mudanças no comportamento sociocultural já se fazem presentes.Desta forma, epidemiologistas estimam que, em meados do ano 2025 ocuparemos a sexta posição mundial em número de idosos e a primeira posição da América Latina.

Observa-se o aumento da incidência de distúrbios psicológicos nos dias atuais, sobretudo na velhice. Vários fatores tentam justificar este aumento, dentre eles a tecnologia, a modernidade e o progresso médico-científico, que concedem ao homem uma maior possibilidade de obter a longevidade. No entanto, os fatores que proporcionam qualidade de vida ficam subjugados a um plano secundário. É importante salientar que, sintomas depressivos podem aparecer em decorrência de diversas patologias, em vigência do uso de vários medicamentos, ou após o início de outras doenças psiquiátricas, tais como: transtorno obsessivo-compulsivo, síndrome do pânico, entre outras. Esta observação levou a uma das classificações dicotômicas das depressões: primária vs secundária, essa última ocorrendo após outras doenças. A depressão primária caracteriza-se pela alteração essencial do humor, que pode ser deprimido ou irritável, ou pela perda de prazer pelas atividades em geral, além de outras alterações no sono, no apetite e na psicomotricidade.

Outro distúrbio psicológico que preocupa os profissionais ligados a área da saúde é o quadro de ansiedade que se caracteriza por estado emocional transitório que envolve conflitos psicológicos e sentimentos desagradáveis de tensão, angústia e sofrimento. Entre os sintomas mais freqüentes estão: taquicardia, distúrbios de sono, sudorese, vertigens, distúrbios gastrintestinais e náuseas.

É sabido que o exercício físico pode ser usado no sentido de retardar e, até mesmo, atenuar o processo de declínio das funções orgânicas que são observadas com o envelhecimento, pois promove melhoras na capacidade respiratória, na reserva cardíaca, no tempo de reação, na força muscular, na memória recente, na cognição e nas habilidades sociais. Vale salientar que os exercícios físicos devem ser executados de forma preventiva, ou seja, antes de a doença apresentar suas manifestações clínicas.

A prática regular de exercícios físicos, leva o indivíduo a uma maior participação social, resultando em um bom nível de bem-estar biopsicofísico. Assim como os pisicólogos, o fisioterapeuta é mais um dentre os profissionais de saúde que dedicam-se aos idosos. Seu trabalho pode trazer imensa contribuição na orientação de atividades físicas dedicadas a esta faixa etária, auxiliando na redução e na prevenção de casos de depressão e ansiedade na terceira idade.

Referência: artigo completo
http://www.revistatga.ucb.br/mestradoef/RBCM/11/11%20-%203/c_11_3_7.pdf

Vídeo sobre atividade física para idosos
http://www.youtube.com/watch?v=aJ3ve3tuQiY

Paralisia Cerebral e suas formas de apresentação clínica: revisão teórica.


Postado por: Nathalia Alvim, Bianca Camini e Stephanie Taveira.

A expressão paralisia cerebral surgiu entre as décadas de 40 e 50 para designar uma doença caracterizada por rigidez muscular, predominando em membros inferiores, ocasionado por transtornos relacionados por asfixia do recém-nascido. Essa teoria foi proposta por Freud quando estudava a síndrome de Little, embora tenha sido Phelps que tenha generalizado o nome paralisia cerebral para diferenciá-lo do termo paralisia infantil, causado pelo vírus da poliomielite.
Em termos conceituais, Paralisia Cerebral é a lesão ou agressão encefálica, de caráter irreversível e progressivo, decorrente no período de maturação do sistema nervoso central, promovendo alterações qualitativas de movimento e de tônus. Tem-se ainda que esta pode vir a gerar desordens sensoriais, intelectuais, afetivas e emocionais.
Paralisia cerebral designa um grande grupo de desordens motoras e sensoriais causados por uma lesão progressiva do cérebro que ocorreu no início da vida. Estas desordens são permanentes, podendo exibir alguma plasticidade. Alterações cognitivas, retardamento mental, epilepsia e perda auditiva são freqüentemente associados com paralisia cerebral. Distúrbios oftalmológicos como anormalidades oculomotoras e perda da acuidade visual são freqüentemente observadas.
A fisioterapia tem como objetivo a inibição da atividade reflexa anormal para normalizar o tônus muscular e facilitar o movimento normal, com isso haverá uma melhora da força, da flexibilidade, da amplitude de movimento, dos padrões de movimento e, em geral, das capacidades motoras básicas para a mobilidade funcional.
Os alongamentos músculo-tendinosos devem ser lentos e realizados diariamente para manter a amplitude de movimento e reduzir o tônus muscular. Exercícios frente a grande resistência podem ser úteis para fortalecer músculos débeis, mas devem ser evitados nos casos de pacientes com lesões centrais, pois nestes se reforçarão as reações tônicas anormais já existentes e conseqüentemente aumentará a espasticidade.Em um estudo controlado e randomizado, comparou-se o método neuroevolutivo Bobath e a manipulação inespecífica de crianças prematuras, e observaram que o tratamento neuroevolutivo melhorou o controle postural, o que não foi visto sobre o tônus muscular e os reflexos primitivos. Existem quatro categorias de intervenção, as quais devem apresentar uma combinação para suprir todos os aspectos das disfunções dos movimentos nas crianças com Paralisia Cerebral : a) enfoque biomecânico; b) enfoque neurofisiológico; c) enfoque do desenvolvimento; e d) enfoque sensorial.
* O enfoque biomecânico aplica os princípios da cinética e da cinemática para os movimentos do corpo humano. Incluem movimento, resistência e as forças necessárias para melhorar as atividades de vida diária.
* O enfoque neurofisiológico e do desenvolvimento são realizados juntos, recebendo o nome de enfoque
neuroevolutivo. Este enfoque inclui uma combinação de técnicas neurofisiológicas e do conhecimento da seqüência do desenvolvimento, como se observa no tratamento de Rood, de Brunnstrom, na facilitação neuromuscular proprioceptiva (Kabat) e no tratamento neuroevolutivo Bobath.
* As técnicas de tratamento sensorial promovem experiências sensoriais apropriadas e variadas (tátil, proprioceptiva, cinestésica, visual, auditiva, gustativa, etc.) para as crianças com espasticidade facilitando assim uma aferência motora apropriada.
A fisioterapia na criança deve consistir no treinamento específico de atos como: levantar-se, dar passos ou caminhar, sentar-se, pegar e manusear objetos, além de exercícios destinados a aumentar a força muscular e melhorar o controle sobre os movimentos.
Em resumo, a fisioterapia prepara a criança para uma função, mantém as já existentes ou as aprimora, trabalhando sempre com a finalidade de reduzir prejuízos causados pela paralisia.

Referência bibliográfica: http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=170&ac=1&id=1