domingo, 8 de novembro de 2009

Sexualidade entre portadores da Síndrome de Down




Postado por:Rodrigo Vilaça Porto, Jacqueline Ferreira de Oliveira,Cleiton Neves Gonçalves, Barbara Rosceli de Oliveira Pinto e André de Paulo Silveira Mezêncio

A síndrome de Down foi diagnosticada em 1866 por John Langdon Down, como a alteração genética mais comum entre humanos. Esta cromossomopatia provoca mais deficiência mental que qualquer outra doença. Estima-se que o Brasil tenha cerca de 110.000 afetados que exigem tratamento e atenção especializados.
O estudo tem como objetivo analisar opiniões de pais e profissionais a respeito da sexualidade de indivíduos com SD e identificar como essas pessoas percebem a própria sexualidade.
Como método de prevalência foi feito um questionário com perguntas que focavam a percepção dos pais e de profissionais sobre a sexualidade dos portadores da SD. A parte qualitativa foi baseada na técnica de grupos focais, os quais foram realizados com três grupos distintos: pais, profissionais e pessoas portadoras. Perguntaram aos pais e profissionais qual a opinião deles a respeito da sexualidade da pessoa com SD. Tanto pais (58,13%) como profissionais (71,83%) afirmaram, considerarem a sexualidade da pessoa com SD semelhante a de pessoas comuns. Para 10,84% dos pais e 0,86% dos profissionais não existe sexualidade entre pessoas com SD. Poucos (3,68% dos pais e 0,86% dos profissionais) consideraram que a sexualidade existe, porém deve ser reprimida.
A respeito do casamento
Quando perguntados sobre casamento para as pessoas com SD, 27,5% dos pais e 10,3% dos profissionais consideraram inviável; 31,2% dos pais e 42,5% dos profissionais concordam com o casamento em algumas situações; e 22,1% dos pais e 28,4% dos profissionais não fizeram nenhuma restrição. Nos três casos, os grupos diferiram significativamente entre si.
Possibilidade de terem filhos
Sobre a viabilidade de filhos para a pessoa com SD, a maioria dos pais (46%) e de profissionais (33,0%) acha inviável, embora exista diferença estatística entre os grupos. Consideraram viável em algumas situações, 33,0% dos profissionais e 18,6% dos pais . Uma menor proporção de pais e profissionais (13,9% e 16,1%, respectivamente) acham viável, sem restrições. Neste caso, não houve diferença estatística entre os grupos
Temas de sexualidade
Perguntou-se aos pais e profissionais se eles sentiam-se capacitados para lidar com temas de sexualidade. Grande parte dos pais (41,6%) e dos profissionais (41,4%) se sentem capacitados a lidar com questões de ordem sexual, não existindo diferença estatística entre os grupos. Ainda assim, 31,9% dos pais e 21,3% dos profissionais não se acham aptos. Ficaram em dúvida, a depender provavelmente, da situação, 23,3% dos profissionais e 7,8% dos pais. Nas duas últimas opções de resposta, houve diferença entre os grupos.
Foi comprovado que os pais em sua maioria tratam os filhos num padrão de comportamento infantil por temerem assumir possíveis conseqüências de um relacionamento sexual que pode resultar numa gravidez de risco de reincidência da síndrome. Os profissionais sentem-se despreparados para orientar sexualmente a pessoa com SD e harmonizar as atitudes dos pais aos desejos sexuais dos filhos.
Conclui-se que a sexualidade de indivíduos com SD estrutura-se como nos demais seres humanos, embora seja vivenciada com restrições percebidas por elas mesmas a depender do contexto social no qual se inserem

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Referência:Rev. Saúde Pública vol.37 no.1 São Paulo Feb. 2003 Revista de Saúde Pública. Fonte da web:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102003000100007&lang=pt
Imagem:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,15443216,00.jpg
Vídeos:http://www.youtube.com/watch?v=TzHlPIQZsrs e http://www.youtube.com/watch?v=hmdmfWQW4ig

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