segunda-feira, 17 de maio de 2010

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico – Diagnóstico por Imagem



Postado pelas alunas: Michelle Nayara, Paula Ferreira, Rosiane Janaína - 5º Período.



O acidente vascular cerebral isquêmico, ocorre quando há um entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada. Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabetes, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
Os principais sintomas são:diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo,alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo, perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos, alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem, dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente, instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
O diagnóstico do AVC Isquêmico é realizado por:
- Tomografia Computadorizada de Crânio: Como o tempo no atendimento é fundamental, o diagnóstico diferencial entre o AVC isquêmico e o hemorrágico, deve ser definido mais rapidamente possível, realizado através de avaliação clinica confirmada pela tomografia computadorizada, com presença de assimetria dos sulcos, sistema ventricular e cisternas, que indicam edema cerebral em associação aos demais exames complementares, para determinação do tratamento adequado. Pacientes apresentando piora do quadro clínico devem repetir a TCC para avaliar o grau de deslocamento das estruturas encefálicas pelo edema ou uma eventual transformação hemorrágica.
- Ressonância Magnética:
A ressonância magnética cerebral também tem contribuído para um diagnóstico melhor e mais precoce da extensão da isquemia cerebral. Alterações isquêmicas podem ser detectadas pela RM por difusão de 2 a 6 horas após o início dos sintomas. Existe boa correlação entre a dimensão da lesão medida a RM por difusão e a evolução clínica. O estudo da perfusão por RM é útil na avaliação inicial do AVC, sendo uma técnica não invasiva, relativamente rápida para documentar uma redução local do fluxo sanguíneo cerebral.
- Monitorização da Pressão Intracraniana:
Se mantém como padrão ouro. É a medida da pressão do líquor intraventricular. Os cateteres intravasculares tem a vantagem de possibilitar a drenagem do líquor como modo de controlo da pressão intracraniana (PIC). Por outro lado tem desvantagem de ser mais invasivo e difícil colocação em pacientes como ventrículo reduzido.
-Ultrassonografia:
A ultrassonografia-Doppler das artérias extra e intracranianas permite a identificação de oclusões e estenoses arteriais, avaliação do estado das colaterais, ou de recanalização.
Outros estudos ultrassonográficos incluem a ecocardiografia transtorácica e transesofágica para rastrear a existência de fontes cardioembólicas. Geralmente não são realizados na Sala de Emergência (SE), sendo contudo útil a disponibilidade destes estudos nas primeiras 24 horas após a instalação do AVC.O AVC é uma emergência médica e possui tratamento se o paciente for rapidamente encaminhado para um hospital adequado. O tratamento do AVC isquêmico já utilizado em todo o mundo é realizado com medicamentos trombolíticos, que possuem a propriedade de dissolver o coágulo sanguíneo que está entupindo a artéria cerebral, causando a isquemia. Atualmente, o único trombolítico aprovado para ser utilizado na fase aguda do AVC isquêmico é o rTPA (alteplase). Este medicamento pode ser administrado por via endovenosa nas primeiras 4,5 hora dos início dos sintomas. Após essa fase inicial de instalação, a trombólise pode não ser mais eficiente, e pode ser perigosa por causar uma reperfusão de um tecido necrótico, transformando o AVC isquêmico num acidente hemorrágico, que pode levar à morte ou sequelas mais graves.
A cada ano que passa cresce o número de casos de acidente vascular cerebral.
De acordo como grau do AVC, ele pode apagar uma parte da rede de neurônios (células que transmitem informações) e gerar sérias seqüelas motoras e de raciocínio, entre outras, fazendo com que algumas pessoas fiquem totalmente dependentes de terceiros, sem condições, às vezes, de sair da cama.
A fisioterapia é importante na reabilitação completa do paciente. Ainda que ele venha a parar com este tratamento, deve realizar exercícios diários, a fim de não regredir, perdendo as capacidades que adquiriu. Sempre que necessário deve buscar ajuda com profissionais competentes e resolver seus problemas e dúvidas. Muitos pacientes, ainda que não tenham recuperado suas funções como antes do AVC, podem ter uma vida normal, até trabalhar, desde que se façam algumas adaptações tornando melhor a sua qualidade de vida.

Confira os artigos completos: https://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2000/RN%2008%2003/Pages%20from%20RN%2008%2003-2.pdf
http://www.scielo.br/pdf/anp/v62n3b/a20v623b.pdf
http://www.scielo.br/pdf/anp/v63n4/a25v63n4.pdf
http://www.comunicacao.ucb.br/mestradoef/RBCM/10/10%20-%201/c_10_1_7.pdf

Um comentário:

  1. aqui nao diz o que um fisioterapeuta deve fazer

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